O Sertão Nordestino
Duas casa no sertão
O sol bate no chão
Duas casas aprumadas
A vegetação “ta” queimada.
Eram casas pequenas
Pessoas trabalhadoras
Não tinham dilemas
Mas eram sonhadoras.
A crianças vão brincando
O rio vai secando
O gado morre de sede
Sem ter o que beber.
As crianças sem roupa
Morrendo no calorão
Ficaram todas loucas
Pra tomar banho no riachão.
A pobreza dava dó
E até depressão
As pessoas se sentiram sós
Naquele imenso mundão.
As crianças vão pra escola
Na esperança de comer
Pois a fome é grande
E não dá pra esconder.
Isso é o sertão
No Nordeste tão grande
Todo mundo pensa em si
E ninguém lembra do povo
Que não tem como sorrir.
Autoras:
Maria Manuela;
Maria Eduarda;
Beatriz Maria;
Jullyta Sales;
Luísa Andrade;
Thauana Medeiros.
6ª série “C”
Fazenda mal-assombrada
Um dia, na minha fazenda,
Apareceu uma mulher vestida de renda
Achei que era alma penada
Pois minha fazenda era mal-assombrada.
Gritei: “Ô mulé,
Quem é essa moça qui ta dano no pé?”
Corri, corri, corri
E minha mulher morrendo de rir.
Lá de longe vi minha mulher gritando:
“Ô homi, qui tu ta fazendo?”
Olhei pra trás e não vi mais nada
A mulher era mesmo alma penada!
Vi um lago lá na frente
Resolvi parar
Me dei com a alma penada a nadar.
O fato virou notícia E foi capa de revista.
Autoras:
Juliana;
Luana;
Maria Eduarda;
Maria Júlia.
6ª série “C”




