A Campanha da Fraternidade deste ano tem como tema “Fraternidade e Tráfico Humano”, com o lema: “E para a Iiberdade que Cristo nos Iibertou". A ação foca uma situação alarmante vivenciada no Brasil e no mundo, pois, de acordo com a Organizaçäo Internacional do Trabalho (OIT), o tráfico de pessoas faz cerca de 2,5 milhões de vítimas por ano.
O tráfico humano é um crime que atenta contra a dignidade da pessoa humana, já que explora o filho e a filha de Deus, limita suas liberdades, despreza sua hora, agride seu amor próprio, ameaça e subtrai sua vida, quer seja da mulher, da criança, do adolescente, do trabalhador – de cidadãs e cidadãos que, fragilizados por sua condição socioeconômica e/ou por suas escolhas, tornam-se alvo fácil para as ações criminosas de traficantes. (Texto – Base da CF – 2014)
Assim se referiu o Papa Francisco a essa prática: “O tráfico de pessoas é uma atividade ignóbil, uma vergonha para as nossas sociedades, que se dizem civilizadas!” O tráfico humano é uma das questões sociais mais graves da atualidade.
O tema da campanha surgiu com a proposta dos Grupos de Trabalho de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e de Combate ao Trabalho Escravo, junto à Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) e a entidades ligadas à Pastoral da Mobilidade Humana. Esse assunto gera discussão principalmente neste ano em que o Brasil sediará a Copa do Mundo e receberá muitos eventos e visitantes, situação propícia para o favorecimento de aliciadores e traficantes de pessoas.
Não podemos esquecer o que disse o apóstolo Paulo sobre a liberdade: “Fostes chamados para a liberdade… Fazei-vos servos uns dos outros, pelo amor.” (Gl 5,13). Portanto, a liberdade de Cristo é liberdade para o serviço e para o compromisso com a justiça de Reino. A mensagem de Jesus é essencialmente uma mensagem de libertação. Todo discípulo é ungido no batismo para ser um libertador como Jesus.




